Com raizes na família Giraldes de Idanha-A-Nova, e vinculos as figuras antigas de São Hermenegildo e Amalarico, reis dos Visigodos,  o morgadio de Oledo começou no ano 1602 na pessoa de Antão da Fonseca Leitão. Em 1624, todos os membros desta família foram condenados pela justiça devido à morte do filho do Comendador e Alcaide-mor de Castelo Branco. Antão da Fonseca Leitão e sua mulher foram condenados à pena de oito anos de degredo para o Brasil. Pedro Afonso Leitão, que era o primeiro filho de Antão Fonseca Leitão, morreu andando fugido da justiça.

Manuel da Fonseca Leitão, o segundo filho fugiu para Castela, andou por Roma e voltou a Portugal após obter o perdão do rei D. João IV, tornando-se o 2º Administrador do Morgado de Oledo.

No livro A Casa da Graciosa, Luís Bívar Guerra, descreve Manuel da Fonseca Leitão como um homem de costumes violentos que impunha a sua vontade como um senhor feudal. Ele e o seu irmão, João da Fonseca Leitão, cometeram no lugar de Oledo, várias tropelias com consequências graves, motivos pelos quais caíram na alçada da justiça.

No seu regresso a Portugal, após ter sido perdoada a pena, foi viver para a vila do Sabugal, tendo aí uma filha bastarda, que legitimou e a quem proporcionou esmerada educação e deu o nome de Maria da Fonseca Mendonça.

Após o nascimento da sua filha, para além de se tornar um bom pai, dedicou-se à administração do morgadio de Oledo, tendo-o valorizado.

O 2º Administrador do Morgado de Oledo faleceu em 1673 na vila do Sabugal, tendo-lhe sucedido, a sua filha Maria da Fonseca Mendonça como 3ª administradora deste Morgadio.

visPassado umas gerações, o morgadio acabou nas maos da pessoa de Francisco de Fonseca Coutinho e Castro de Refoios, o Visconde de Portalegre. Uma figura que fazia parte da historia de Oledo na segunda metade do século 19 antes da sua morte em 1889. O Visconde e o Pai participaram nas guerras civis e na política da região. O Visconde favoreceu Oledo e foi responsavel pela construcção da igreja matriz (1895), chafariz e muitas outras construcções na aldeia. Morava na casa senhorial da Rua do Correo, e hoje jaz no cemiterio velho de Oledo.

 

 

 

A casa da Quinta da Alvarinheira foi construida por volta de 1890, constuccao ca 1890spresumivelmente pela filha do Visconde, D. Ana Delfina, esposa do Coronel Joaquim de Castro.

 

 

 

Este foi chefe do Estado-maior da 1.ª divisão militar, conselheiro do IMG_6303D. Carlos (ultimo Rei) cujos filhos D. Luís e D. Manuel aprenderam com ele as artes militares. Presente no regicidio de Outubro, 1910, o Coronel tentou defender o seu aluno D. Luís, atirando no assassino sem suçesso. Em gratidão foi lhe oferecida a arma do Principe assassinado. Na transição para Republica, o Coronel retirou-se da vida metropolitana e refugio-se na quinta até ao fim da sua vida.

 

 

 

 

O filho dele, Francisco de Castro, também militar, geriu a casa durante a sua carreira de Coronel de cavalaria.

pessoal 1932

 

Ao morrer em 1954, a esposa continuo a viver e a desfrutar da quinta ate o fim da sua vida em 1980. Não tendo filhos, a casa passou para o sobrinho desta ficando deshabitada durante 30 anos.

1960s

 

Hoje os descendentes da familia recuperaram novamente a quinta, voltando ela a ter a sua importancia na comunidade e historia de Oledo.

 

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